Pergunte a três gestores como vai a carteira e você terá três respostas — todas defensáveis, nenhuma comparável. O desempenho de um contrato é fácil de sentir e difícil de medir, e o que não se mede não se compara: nem entre unidades, nem entre um ciclo e o seguinte.
O RDS Score fecha essa lacuna. É a Nota Final da metodologia RDS: um valor de 0 a 10 que condensa a saúde de um contrato — ou de uma carteira inteira — em um único indicador, comparável entre clientes e ao longo do tempo. Por trás dele, um método auditável; à frente, uma leitura que qualquer diretor entende em segundos.
Por que uma nota única
Um número não decide nada sozinho — mas ele cria uma linguagem comum. Com o RDS Score, é possível comparar a carteira de hoje com a de seis meses atrás, confrontar duas unidades de negócio na mesma régua e acompanhar, mês a mês, se uma decisão melhorou ou piorou a posição da empresa.
É a diferença entre dizer “temos alguns contratos preocupantes” e dizer “a carteira saiu de 6,1 para 7,3 desde que renegociamos os três contratos críticos”. A segunda frase move uma reunião de diretoria; a primeira, não.
O que o RDS Score avalia
O Score é composto pela Matriz RDS-10: dez indicadores organizados em um Núcleo Essencial, de aplicação obrigatória, e cinco Complementares, ativados conforme o perfil de cada cliente. Cada indicador pontua por faixas, e o peso de cada um já está embutido na metodologia.
Mede a duração do contrato. Conforme o perfil do cliente, valoriza estabilidade — contratos longos — ou liquidez — contratos curtos que giram rápido.
Avalia o prazo médio de recebimento. Quanto mais rápido o contrato paga, mais alto ele pontua.
Mede o resultado operacional — quanto do valor do contrato sobra depois dos custos diretos atribuíveis.
Avalia o peso do custo operacional sobre o valor do contrato. Custo alto derruba a nota mesmo quando a receita é grande.
Pondera a materialidade do contrato para a contratada — o tamanho da aposta — e a posição de liderança na sua execução.
Quando dez não bastam
A Matriz RDS-10 é o piso comum, não o teto. Cada empresa carrega particularidades que dez indicadores genéricos não capturam — uma exposição cambial, uma cláusula de reajuste atípica, a dependência de um insumo crítico ou uma regra específica do setor. Quando uma dessas variáveis é material para a decisão, ela entra no Score como indicador sob medida, definido com o cliente na Configuração por Cliente e pesado na nota como qualquer outro.
A régua continua a mesma para todos — comparável entre clientes e entre ciclos —, mas passa a enxergar o que cada carteira tem de próprio.
Como cada critério pontua
Cada indicador não é um “sim ou não” — ele pontua por faixas: a condição mais favorável recebe a pontuação cheia, e as demais, frações dela. E nem todos pesam igual — rentabilidade e custos têm peso maior na nota do que prazo e fluxo de caixa.
As faixas acima refletem um perfil orientado à liquidez — contratos curtos e recebimento rápido pontuam mais alto. Os pontos de corte, os pesos e o sentido de cada faixa são calibrados para cada empresa na Configuração por Cliente; um cliente que valorize estabilidade de longo prazo inverte a leitura do prazo, por exemplo.
Como a nota é composta
Os indicadores ativos somam pontos; o total é normalizado para a escala de 0 a 10 pela soma dos pontos máximos em jogo. É essa normalização que mantém a nota comparável mesmo quando dois clientes ativam conjuntos diferentes de indicadores.
Sempre na escala de 0 a 10, qualquer que seja o subconjunto de indicadores ativado para o cliente — o que preserva a comparabilidade entre empresas e entre ciclos.
Como se lê a nota
A Nota Final se distribui em quatro faixas de conceito — uma régua que vai do vermelho ao verde, com as linhas de corte em 5,0, 6,5 e 8,0. Elas não são um veredito; são o ponto de partida para a conversa certa:
“Um número não decide por você. Mas o número certo faz a empresa toda olhar para o mesmo problema ao mesmo tempo.”
Do número à decisão
O Score mede desempenho — mas não é o único eixo da metodologia. Ao lado dele, o Índice de Risco do Contrato (IRC) mede risco e continuidade em uma escala própria, e o cruzamento entre os dois define a Classificação Estratégica de cada contrato: expandir, manter, renegociar ou encerrar. O Radar Estratégico, por sua vez, posiciona cada unidade no mapa de margem × nota. Como a metodologia é a mesma a cada ciclo, a evolução da nota vira a forma mais honesta de medir se as decisões tomadas funcionaram.
Descubra o RDS Score da sua carteira.
O diagnóstico inicial entrega a nota atual da sua carteira contratual e o relatório que a sustenta — o ponto de partida para qualquer decisão estratégica.
Agende um diagnóstico →O exemplo de 8,4 e os valores citados são ilustrativos. A composição da Nota Final, o conjunto de indicadores complementares ativos e as linhas de corte são calibrados para cada empresa na Configuração por Cliente.

