Medir é só metade do trabalho. Uma carteira pode estar perfeitamente mapeada — cada contrato com sua nota, cada risco quantificado — e ainda assim deixar a pergunta que importa sem resposta: e agora, o que fazer com cada um deles?
A Classificação Estratégica responde a essa pergunta de forma determinística. Ela atribui a cada contrato uma recomendação de ação, derivada do cruzamento entre desempenho — a Nota Final — e risco — o Índice de Risco do Contrato (IRC). Não é opinião nem leitura de quem está com o relatório na mão: mesma nota, mesmo risco, mesma classificação, sempre. É um instrumento de decisão, complementar ao Radar Estratégico, que é instrumento de posicionamento.
Os dois eixos
A classificação não cria informação nova — ela combina duas leituras que a empresa já tem. Um eixo mede quanto o contrato rende; o outro, quanto ele ameaça. É o encontro dos dois que define o destino.
A matriz de decisão
Cruzados os dois eixos, a recomendação base sai de uma única tabela. Quatro faixas de desempenho, três de risco — e, em cada interseção, um entre quatro destinos. Repare na diagonal: o que sustenta uma decisão de expandir não é só a nota alta, é a nota alta com risco baixo.
A classificação base. Os modificadores abaixo ajustam casos de margem crítica e de alta materialidade.
Os quatro destinos
Cada célula da matriz aponta para um de quatro estados — e cada estado carrega uma cor e um significado operacional claro, do verde que pede crescimento ao vermelho que organiza a saída.
Quando a regra se dobra
A matriz dá a resposta base, mas dois modificadores ajustam o que a média esconde. São as exceções que evitam tanto o otimismo quanto a decisão precipitada.
Margem crítica
Contrato com resultado operacional inferior a 5% é rebaixado em um nível — uma nota boa não compensa um contrato que mal se paga.
Materialidade
Contrato de alto valor não é classificado como Encerrar de forma automática. Antes, gera ficha de crise e avaliação de reequilíbrio — o encerramento de uma aposta grande é decisão expressa da diretoria.
“A nota diz como o contrato está. A classificação diz o que fazer com ele. Sem a segunda, a primeira é só um diagnóstico sem receita.”
Uma linha por contrato
A classificação não vive sozinha: ela ocupa uma coluna própria no Quadro de Notas, logo após a Nota Final e o IRC. Assim, a cadeia Nota → IRC → Classificação se lê em uma única linha, contrato a contrato. Onde o Radar Estratégico mostra onde cada contrato está no mapa de margem e risco, a Classificação Estratégica diz, em uma palavra, o que fazer a seguir — e é essa palavra que pauta a reunião de diretoria.
Veja a classificação de cada contrato da sua carteira.
O diagnóstico inicial entrega a Nota Final, o IRC e a Classificação Estratégica de cada contrato — o Quadro de Notas que transforma leitura em decisão.
Agende um diagnóstico →Os intervalos de Nota Final e IRC e a matriz de classificação seguem a calibragem da metodologia RDS. O limiar de materialidade e os parâmetros de cada eixo são ajustados para cada empresa na Configuração por Cliente.

