Em 23 de junho de 2026, durante o 28º ENACOR, no Centro de Convenções de Goiânia, foi lançado o livro “Três décadas de inovação e desenvolvimento rodoviário” — uma obra de 380 páginas que celebra os 30 anos do Encontro Nacional de Conservação Rodoviária. O lançamento aconteceu na área de exposições, com uma sessão de assinatura pelos autores que teve grande procura: centenas de participantes saíram com o seu exemplar.
O ENACOR teve a sua primeira edição entre os dias 7 e 9 de maio de 1996, em Goiânia. Trinta anos depois, o evento voltou à cidade onde nasceu — e, desta vez, para registrar a própria história em livro.
Uma obra viva, em papel e em nuvem
Com 380 páginas, o livro reúne todos os ENACORs já realizados — a programação de cada edição, fotografias, imagens e os temas técnicos discutidos ao longo das três décadas. Os trabalhos apresentados em cada encontro estão disponíveis por meio de QR Codes, edição por edição.
Editada pela ABDER, a publicação foi pensada como uma edição viva: existe ao mesmo tempo em meio físico e eletrônico. Depois de Goiânia, a obra será atualizada a cada edição — a próxima em São Paulo, em 2027 — com novas versões eletrônicas e uma nova tiragem impressa a cada quatro anos.
“Criamos este evento com o princípio de reunir a maior quantidade possível de profissionais ligados à infraestrutura rodoviária do país. Com o tempo, ele se tornou quase uma família rodoviária, que se reencontra a cada ano em um lugar diferente do Brasil.”
De 550 a mais de 4.500 participantes
A estreia, em 1996, no Castros Hotel, reuniu 550 participantes e teve um custo de R$ 55 mil. Desde o início, o evento nasceu com uma meta clara: percorrer o país, capital por capital, transformando simbolicamente cada cidade-sede na capital nacional das rodovias.
Em 30 anos, o ENACOR já passou por 17 estados da federação. A edição de Belo Horizonte, em 2025, ultrapassou 4.500 pessoas; em Goiânia, o 28º ENACOR reuniu participantes na ordem de 3.500. Goiânia, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais e o Distrito Federal já sediaram o encontro três vezes cada.
Onde tudo começou
A primeira edição já trazia, em seu cartaz, a identidade do encontro: a faixa amarela de uma rodovia formando o número “1”, sob o nome 1º Encontro Nacional de Conservação Rodoviária. À mesa daquela edição inaugural estavam Riumar dos Santos, idealizador do evento, e Maguito Vilela, então à frente da política goiana — uma parceria que voltaria a se repetir, três décadas depois, com o filho Daniel Vilela.
Ao longo desses anos, o ENACOR deixou de ser apenas um encontro técnico para se firmar como espaço de articulação nacional. As discussões realizadas em suas edições contribuíram com a técnica, com as normas do setor e até com a criação de leis estaduais voltadas às rodovias — como as que tratam das faixas de domínio das estradas.
Quatro autores, uma homenagem
A obra foi escrita por quatro autores — Riumar dos Santos, Rui Corrêa Vieira, Maurício Marques e Fauzi Nacfur Jr —, cujos nomes constam na página 3 do livro. Editado pela ABDER, é, nas palavras do idealizador, “um cadastro da história do maior evento rodoviário do país”.
Na cerimônia, o livro foi entregue ao governador de Goiás, Daniel Vilela, em homenagem ao seu pai, o ex-governador Maguito Vilela, que participou do início da história do ENACOR, em 1996.
“Esta é uma obra que retrata tudo o que aconteceu nesses 30 anos. É um histórico importantíssimo, um cadastro da história do maior evento rodoviário do país — para servir como material de pesquisa por todos.”

